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sábado, 7 de maio de 2011

The whole world is scared so I swallow the fear

- Filho, você tem certeza? Já faz tanto tempo... E se ela... – minha mãe disse preocupada, parada ao lado de meu ônibus.
- Mãe, você sabe que eu preciso fazer isso. – Expliquei-lhe mais uma vez. – Ela não sai da minha cabeça e já faz dois anos, isso tem que significar alguma coisa. – Olhei para minha mãe, eu realmente esperava que entende-se o que eu estava sentindo, mas nem eu entendia. Ela sorriu, tentando ser compreensiva, me deu um beijo e se afastou, dando-me passagem para entrar.

O ônibus parou na rodoviária da cidade que eu não via há dois anos e uma onda de imagens, sonhos e conversas antigas voltaram a minha cabeça, não pude evitar sorrir.  Havia se passado tanto tempo, mas ela nunca sumia. Eu poderia dizer que sim, mas não seria verdade, ela sempre estava lá, no cantinho, esperando o melhor momento para voltar e virar meu mundo de novo.
- Vitor! Aqui! Cara, como vai? Não acredito que você realmente veio! – Sai do meu pequeno transe e voltei à realidade, onde pessoas me empurrando de um lado para o outro, tentando passar por mim. Suspirei e fui cumprimentar Francisco, que (há dois anos) era meu amigo inseparável.
- Ei! Que saudades cara! Faz tanto tempo...
- Certo – ele disse rindo, enquanto pegava minha segunda mochila –, eu sei que você não voltou aqui por mim, então fala logo pelo que foi.
- Por que você acha que não foi por sua causa? E seu só quisesse fazer uma visita ao meu melhor amigo? – Sorri amarelo, tentando parecer convincente. Embora contássemos segredos um para o outro antigamente(certo, sei que isso parece estranho, digo, dois caras conversando de verdade, mas nós éramos assim), não queria conta-lo sobre o motivo da minha volta, ele não entenderia. E eu não o culpo, se fosse outra pessoa eu não conseguiria entender. Já se passaram dois anos...
- Ela ainda não saiu da sua cabeça? – Ele perguntou. E percebi (tarde de mais) que havia dito a ultima frase em voz alta. Dei de ombros e ele sorriu, mas logo mudou de assunto, contando-me sobre as mudanças da cidade e tudo o que havia acontecido desde que eu fora embora.
Francisco me levou ate sua casa e me deu tempo para tomar banho, disse que iria me levar a um lugar aonde poderia conhecer algumas pessoas, curtir a noite.

Depois de chegarmos a uma nova boate da cidade, Francisco me apresentou alguns amigos e algumas garotas. Não posso dizer que não me diverti.
- Ei, garçom! – tentei chamar, pela segunda vez. Ele não respondeu e eu me levantei – Pessoal, só vou lá pegar mais uma bebida – cheguei no balcão e pedi uma Coca, o garçom demorou para me servir e eu acabei sentando ali no balcão.
- Um suco de morando, por favor. – Uma voz feminina disse, não muito longe de onde eu estava. – Com gelo!
Olhei para o lado, procurando a dona da voz que me era tão conhecida, e me surpreendi a vê-la ali, alguns metros de mim, despreocupada. Seu cabelo continuava um vermelho maravilhoso, sua pele parecia delicada de longe e suas roupas estavam caindo perfeitamente em seu corpo mais modelado. Tive o impulso de levantar e ir falar com ela, mas me segurei, com medo de que ela não estivesse interessada ou – pior – não se lembrasse de mais de mim.
Fiquei parado, no balcão, admirando-a de longe, e só sai de lá alguns minutos depois que ela se afastou com seu suco de morango. Depois disso eu fui para casa, me sentia derrotado e esgotado.

- Vitor! Não acredito que você foi embora cedo! Aquela boate encheu depois da meia-noite. Além do mais, varias garotas me perguntaram de você. – Francisco disse, me sacudindo para que acordasse.
Não estava com a mínima vontade de levantar da cama, mas o fiz. Fiquei um tempo conversando com a Dona Julia, até Francisco entrar na cozinha, reclamando de eu ficar ali só conversando com sua mãe e me arrastar para a garagem, onde ele tocou um pouco de violão enquanto conversávamos.
- Fiquei sabendo que hoje vai ter uma festa. Quer ir? – Ele perguntou, fazendo um fá menor meio errado. – Uso obrigatório de mascaras.
- É, vai ser legal. Onde é?
Ele hesitou um pouco, fingindo estar concentrado no violão, mas por fim respondeu:
- Na casa da Pamela.

- Cara, você esta ridículo nessa mascara. Não seria melhor uma coisa mais... Discreta? – Caçoei de Francisco, olhando para sua mascara vermelha e dourada. – Acho que isso esta meio feminino.
- Ha ha. Por que você não me dá a sua, então? – Ele disse, com inveja, embora a minha também não fosse grande coisa, ela era azul escura e tapava os dois olhos de um jeito meio estranho, mas era bonita. Revirei os olhos e procurei mais fundo no baú de sua mãe.
- Certo, fique com a minha. – Disse-lhe entregando minha mascara – achei uma mais legal.
- Impossível, minha mãe disse que só tinham duas ai dentro. Mas mesmo assim, obrigado pela sua mascara, não vou trocar novamente. – Ele disse arrancando a mascara da minha mão.
- Eu não sei se a Dona Julia contou esse negócio vermelho como mascara, mas essa aqui definitivamente é uma. – Peguei a mascara e a coloquei.
Estávamos na sala, prontos para sair, quando Dona Julia apareceu.
- Já vão meninos? – Nos viramos para nos despedir, mas ela nos parou. Digo, me parou – Vitor! Você não pode sair assim! Não com essa mascara!
Francisco se aproximou da minha orelha e disse algo como Eu não vou trocar, você que vai ficar com a vermelha estranha. Bufei e respondi a Julia.
- Dona Julia, eu... Desculpa. Vou trocar de mascara. – Disse indo em direção ao quarto.
- Não é disso que eu estou falando, Vitor. Você pode usar a mascara, mas não pode usa-la com um calção! Essa mascara é clássica, você tem que usa-la com um terno!

Depois de Dona Julia me colocar um terno preto – que coube perfeitamente – finalmente conseguimos sair. Francisco parou na frente da casa de Pamela, e mais recordações vieram a minha mente, lembrei-me das tardes de domingo que passava aqui. Mas a casa estava diferente, toda enfeitada, cheia de pessoas entrando e saindo... Vi Pamela mascarada na porta da frente, cumprimentando todos que chegavam. Meu sangue gelou.
- Se perguntarem de mim, eu sou... Sou... Seu primo! Certo? – Sussurrei para Francisco.
Ele revirou os olhos e assentiu. Nos aproximamos da porta e Pamela disse, sorridente:
- Francisco! Que bom que você veio! – Ela o abraçou e então olhou para mim. – E... Quem é ele?
Senti um aperto no coração quando ela perguntou quem eu era. Tinha esperanças que ela me reconhecesse.
- Eu sou o primo dele. – Disse em uma voz hesitante. Pensei ter visto um brilho de reconhecimento nos olhos de Pamela, mas foi tão rápido que posso ter imaginado.
- Oi. – Ela disse, fazendo um sinal para que entrássemos.
- Cara, você tem que ir falar com ela! Por que você está amarelando tanto? – Francisco disse assim que nos afastamos.
- Eu... Eu não sei. – Admiti, derrotado.
- Prometa-me que vai falar com ela. Hoje. – Francisco me disse, sério.
- Certo. Eu... Prometo.
Ele me deu um soco amigável no ombro e se afastou, entrando na sala.

Passei umas duas horas no jardim, pensando no que falaria para ela, quando tivesse coragem. Embora na maior parte do tempo eu tenha apenas lembrando das tardes que nós passávamos juntos ali, bem onde eu estava sentado.
- Pamela, pode me explicar esse exercício? Não consigo entender nada. – Disse, sorrindo.
- Espera um pouco, só deixa eu terminar a questão cinco. – Ela disse, sem levantar os olhos do caderno de matemática.
Virei de costas e deitei no chão, como era relaxante estudar no jardim, vendo as árvores se mexerem acima de mim.
- Ei, seu folgado! Levanta! Eu não vou fazer o exercício para você! – Pamela disse, sorrindo e me fazendo cócegas.
- Isso não é justo! Eu comecei em desvantagem! – Disse entre risos, tentando me levantar. E acabei caindo por cima dela, nossos rostos quase se tocando.
- Vitor...

- Ei! Você! – Ouvi Pamela gritando atrás de mim. Virei para trás e ela suspirou, sentando ao meu lado. – Ah, é só você. Tudo bem? Eu sou a Pamela.
Assenti e olhei para frente.
- Desculpa, pensei que estivesse fumando. – Ela disse com as bochechas vermelhas.
- Sempre preocupada... – Disse baixinho, sorrindo.
- Oi? Ah, esqueça. Eu vou... Vou deixar você sozinho. – Pamela começou a se levantar e, num impulso, segurei seu braço.
Ela me olhou, assustada. Afrouxei minha mão em seu braço e olhei em seus olhos. E quando ela olhou nos meus, pude ver aquele brilho de reconhecimento em seus olhos novamente.
- Vitor...? – Ela disse em um sussurro.
E sem pensar direito eu tirei minha mascara e soltei seu braço, aproximando-me dela.
E a beijei pela segunda vez. Só que agora eu não a deixaria de novo. 

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Colunista

Oi gente.
Nossa, quanto tempo. Desculpem-me por isso, certo?
Eu só queria avisar vocês que esse mês eu começo como colunista no Platonic Fics.
Meu primeiro conto já foi escrito e será enviado dentro dos próximos três dias. Gostaria muito que vocês dessem uma passada por ali e lessem as minhas histórias, quem sabe comentar (se não for pedir de mais).
Aviso aqui quando ele sair. Obrigada por aguentarem esse looooooongo espaço entre uma postagem e outra. Pretendo ser menos ausente. Desculpa.
Até a próxima.

sábado, 9 de outubro de 2010

Meu plano infalível: o que eu faria para conseguir o que mais quero?

Desculpa, mas eu era uma completa lesada nessa época. E foi essa história que eu escrevi:

Eu devia estar estudando agora - mas não conte isso para a minha mãe! -, acontece que eu não consigo parar de pensar em um garoto da minha escola.
Está certo, admito que ele é mais velho, mais  a diferença de idade é pequena – eu tenho 13, ele 16 – e temos quase os mesmos estilos: eu sou mais largada, ele é arrumadinho. Mas é claro que isso são apenas detalhes.
A primeira coisa que eu fiz foi fechar o caderno de álgebra e ligar o computador, acidentalmente esbarrei no mouse e no teclado, e meu computador ganhou vida! Ele abriu na pagina do perfil do garoto e pairou sobre o botão adicionar (não clicou nele antes de adicionar a seguinte mensagem “Oi! Sou da sua escola, add ai ;P”). Alguns minutos depois recebi uma mensagem – adivinha de quem? O Garoto que havia acabado de adicionar! – dizendo o seguinte: “Hum... tudo bem, mas eu te conheço?” Fala sério? Qual garoto que você conhece não adiciona direto quando uma garota o adiciona no Orkut. Na minha contagem, ele é o primeiro.
Anne para Thomas: Você não me conhece, mas eu te conheço muito bem.
Thomas para Anne: Anne. Desculpe, mas se eu não te conheço, eu não vou te aceitar.
Anne para Thomas: Mas se você quiser me conhecer, me encontre na frente da escola, assim que bater o seu sinal.
Thomas para Anne: Hum... Não sei não Anne.
Anne para Thomas: Vamos, não vai doer, eu prometo.
Thomas para Anne: Tudo bem, mas é provável que eu me atrase um pouco.
Ganhei o cara! Agora é só caprichar e ficar bem bonita amanhã.
No dia seguinte estava esperando por ele na frente da escola a mais de 15 minutos. Quando estava quase desistindo avistei seu cabelo atravessando o pátio da escola (ele tem o cabelo pintado de vermelho – um lindo cabelo, se me permite adicionar). Mas não estava sozinho, ao seu lado estava um garoto uns dois anos mais velho que eu. Achei estranho eles estarem juntos – de braços dados! – mas nem me passou pela cabeça o que eu estava prestes a descobrir.
Ele se despediu do garoto – para minha surpresa com um beijo – e veio em minha direção (eu havia acenado para ele), ele me chamou para um almoço, eu fui e nos conhecemos melhor, posso não ter ganhado um namorado, mas com certeza ganhei um amigo.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Qual o melhor poder que um herói pode ter e por quê?

O melhor poder que um herói pode ter? Fiquei pensando nisso por alguns minutos. Remoendo minha ideia. Raio lazer ou super força? Raio congelante ou rapidez? Então, depois de passar horas pensando, conclui que...
... O melhor poder não é exatamente um 'poder'. É algo que todo mundo tem. E sendo assim, todos são heróis, o que não deixa de ser verdade. Então? Você já sabe qual é esse poder tão incrível?

Meu destino, meu dever

Nossa. Depois de assistir Super-homem, pensei em como seria se eu fosse um super-herói, não sei se seria bom, não mesmo. Talvez eu fosse um péssimo super-herói, mas será que minha vontade de ser bom, será que só isso, podia ajudar alguém?
Sem me preocupar muito com isso eu fui ao mercado, comprei um óculos de raio lazer, uma roupa de super-homem, um sapato que nos deixa mais rápido e mais outros utensílios que um super-herói precisa. Então sai na rua, para ajudar as pessoas. Passei a tarde procurando ladrões, assaltantes,  robôs gigantes... Mas eles não apareceram. Não encontrei ninguém. Então, já desistindo, voltei para casa. E no caminho vi uma garota ajudando uma senhora, ela segurava algumas sacolas de super-mercado e conversava animadamente com ela, fazendo-a sorrir.
Então eu percebi que não era necessário tantas coisas para ser um herói. Só fazer o bem. Ajudar quando possível, ser gentil e simpático.
Bom, foi o que eu fiz. Larguei minhas coisas em casa e, no dia seguinte, ajudei as pessoas como eu podia, sendo eu mesmo e não uma pessoa fantasiada e mascarada.

sábado, 11 de setembro de 2010

Era uma vez.

O sonho adolescente as vezes é uma merda.
É. Você reconhece essa história:

Olhei o quarto ao redor e sai. Não queria jogar mais uma partida de nada. Aquilo estava chato e intediante. Fui para sala enquanto todos continuavam rindo e jogando jogos esquisitos. Liguei meu IPod no som da sala e sentei no sofá. Nada melhor que ouvir qualquer música e relaxar. Sem nem ver coloquei I'm Still Here, e sentei, enquanto folheava um livro qualquer que estava ali por cima.

E ai chega a 'bifurcação' que existe entre o 'Era uma vez' e a Realidade.

'ERA UMA VEZ': - Ei, você está bem?
Olhei para o lado e vi ele chegando, com aqueles cabelos perfeitos e um rosto preocupado, sentando do meu lado.
- Ah... Claro. Só... só não aguento essas brincadeirinhas bobas.
- Ah. Claro. É. É um saco.
Fecho o livro e olho bem nos olhos dele, enquanto ele retribui o olhar.
- Hum... Que bom que você veio aqui também. Eu... não gosto tanto de ficar sozinha quanto parece.
- Ah, claro, claro. - ele desviou os olhos e percebi que olhava pra minha boca, aiminhadeusa! Eu não sei lidar com isso.
- Ahnmm... Então? Gostou da música? - ele olhou pra mim e chegou mais perto.
- Claro, é, é linda. - ele chegou mais perto ainda e eu levantei rápido.
- Eu... eu vou colocar outra. Acho que você vai gostar mais.

Certo. não seria realmente assim que acabaria o 'Era uma vez'. Mas é que eu também não gosto desse tipo de situação. Poderia colocar alguém pra atrapalhar (comominhairmãjáfeznomeu-único-momentodecoragem) mas acho que prefiro colocar desse jeito. Com eu estragando as coisas. Como eu sempre faço.

REALIDADE: Fiquei folheando o livro até que minhas amigas chegaram, esbaforidas por causa da brincadeira idiota. E perguntaram se eu estava bem. Mas não exatamente querendo uma resposta. Como se eu fosse responder a verdade. Que era simplesmente um grito que eu queria dar: ''Não tá tudo bem não, porra. Eu só queria que o Era uma vez acontecesse comigo, apenas uma vez!''

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Bancando a Babá

Quem nunca bancou a babá dos primos, irmãos, ou ate dos amiguinhos mais novos?
É tão bom, passar a noite cercada de crianças, brincar, contar histórias, dar risada. Voltar ao melhor da infância. E ainda por cima ser respeitada por eles. Você é a mais velha, você manda, você impõe os limites. E eles te respeitam!

Vê-las dormir e observar seus sonhos calmos. Velas brincar e observar seus gestos, ouvir as palavras doces e - muitas vezes - erradas, dar risada, assistir a Happy Feet, Bee Movie, ou Aquele Filme Do Ratinho, são coisas tão boas, que nem o dinheiro pode pagar. O gostinho da infância de novo aos seus lábios. Um pirolito que você não quer que acabe nunca. Mas acaba. Quando seus pais voltam do que estavam fazendo. Mas o melhor é que você sonha com isso. O que deixa o momento marcado, eternamente a sua mente.

Observa-las dormir, um sono tão calmo e profundo. Imaginar o que sonham. É tudo tão mágico. Mas como a Cinderela, o sonho acaba a meia-noite.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

What is happening to me?

O que esta acontecendo comigo?
 Eu me sinto diferente, as vezes com medo, as vezes não.
Nem sempre confiante, quase nunca eu ganho.

Mas eu não sei por que as coisas ruins dominam.
Acho que é por que, as vezes, eu só queria ganhar algo,
sei lá, um elogio realmente sincero, um sorriso da pessoa certa,
um "prêmio" hahaha  pelas minhas histórias...

Pelo menos acertar uma nota no violão, sem matar ninguém, já ia ser bem legal...









Hoje eu estava dando uma olhada em coisas que já tinha escrito, e achei esse texto perdido no meio. Eu achei realmente lindo, e espero que vocês gostem também.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Feliz dia dos namorados!

Para os apaixonados dessa época, uma história:

Amanhã era o dia dos namorados, mas eu infelizmente não poderia passar acompanhada, meu namorado mora longe e, infelizmente, ele não conseguiria vir me visitar nesse final de semana.
Por isso combinei com minha melhor amiga de sairmos e termos um sábado "sem garotos", começaríamos nos produzindo o máximo, uma passada no shopping, no cinema, na praça e depois íamos ver o por do sol na praia, sozinhas, nosso objectivo era mexer com o coração da maior quantidade de caras possíveis, sem nem olhar para a cara deles - o que no final acaba sendo bem legal, você recebe varias cantadas muito lesada, e da respostas de deixar o cara de queixo caído!
8:00 da manha:  Michele chega lá em casa, meus pais ainda estão dormindo - aqueles preguiçosos!-, ela entra de fininho, começamos a nos arrumar, no meu quarto, com isolamento acústico - o que eu acho realmente legal - ligamos Beyoncé no máximo e ficamos dançando, escolhendo roupas, e nos maquiando. Falar sobre garotos é PROIBIDOS nesses dias.
10:30 da manha: Descemos para a cozinha e tomamos café, enquanto preparamos nossa programação. depois de terminar, escrevi um pequeno bilhete:
Papai e Mamãe, sai com a Michele, só volto pra casa a noite - bem tarde -, não me esperem para a janta.
Feliz dia dos namorados para vocês, 
Anne.
12:00 em ponto Almoçamos na pizzaria do shopping, nem bem fizemos nossos pedidos e sentamos na mesa, fomos abordadas por dois garotos, um alto e moreno, outro baixinho e loiro ( eles eram realmente fofos, mas hoje é o dia sem garotos, então nada de papo para eles. Conseguimos nos livrar rapidamente, almoçamos e fomos assistir ao cinema - para nossa surpresa o local estava relativamente cheio.
13:00 da tarde: Ficamos um bom tempo na fila - quase meia hora! -, mas finalmente conseguimos entrar no cinema. Mas quem disse que lá dentro tivemos sossego? Um garoto - Thomas, se não me engano - não parava de dar em cima de mim, pensei em chamar o guarda que fica na sala - puxa, eu realmente queria assistir ao filme -, mas ele foi calado por uma senhora, que estava sentada ao seu lado, o pior é que acho que ela era sua mãe, por isso comecei a gargalhar no meio do filme (que nem era comédia!).
15:00 da tarde: Cansadas de shopping pegamos um ônibus para ir em direção a praia de Daniela*, aonde sempre nos encontrava-mos quando mais novas, durante o dia dos namorados.
17:00 da tarde: Chegamos ao bairro, andamos lentamente pelas ruas, passando pela maior quantidade de locais possíveis, aquela região lembrava muito nossa infância.
17:30 da tarde: Chega de enrolar! Vamos tomar um banho de mar, por que daqui a pouco o sol vai se por.
18:20 da noite: Depois de termos nos refrescado, saímos da agua, vestimos nossos vestidos e abrimos um pote aonde havíamos guardado frutas. O por-do-sol estava começando, o céu estava alaranjado... Sei que é contra nossas regras do dia mas não conseguia parar de pensar em Fernando, sei que para ele é difícil vir para cá e também sei que o dia dos namorados é só um jeito que a mídia inventou para ganhar dinheiro, mas estava com muita saudades dele. Pode parecer incrível ( ou talvez loucura), mas eu podia sentir ele tocando meus braços, do seu jeito delicado e cuidadoso. Virei para conversar com Michele mas ela não se encontrava mais ao meu lado. Olhei pra trás, procurando-a, mas tudo que vi foi o rosto de Fernando, me olhando, depois cada vez mais perto, até que ele encostou seus lábios nos meus.



A noite, na praia: Eu não podia acreditar! Michele tinha planejado tudo isso, e não me disse nada, O DIA INTEIRO! Agora eu estava exatamente aonde queria, depois daquele beijo incrível - o melhor que já recebi - terminei de ver o por do sol, com meu namorado.

Espero que tenham gostado dessa história, estou escrevendo-a desde o fim do dia 12/06/2010. Eu achei ela realmente bonita, mas a minha opinião na conta muito, quem sabe são vocês.
* Praia de Daniela: Uma praia de Florianópolis!




Quem quiser adicionar essa comunidade : Pequenos contos, é aonde eu e uma amiga postamos nossas histórias (as pequenas).
PEDIDO DE AMIGA: A Mariah Finkler (minha xara!), pediu para que eu divulga-se sua nova fanfic (Corações Roubados), eu estou lendo, gostei muito, e recomendo!